sábado, 25 de fevereiro de 2012





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                 Cara-de-Pau. Engole as minhas horas e ainda dorme tranquilo.
                   







esperando sua resposta






Art: 

BY DIEGO FERNANDEZ

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Palavras duras, quando cuspidas, apedrejam a alma

Observo os  c a c o s  de mim mesma, inerte
Estou em estado de choque. 
O pânico circula pelas veias, faz buracos no estômago... os pensamentos circulam como nuvens dispersas num céu conturbado. A mente não consegue fazer nenhuma ligação, apenas deseja se livrar de mais doses de dor. O coração chora, grita por socorro. Ninguém me ouve. 


A violência chega pelo ar, ondular. Palavras envoltas em ira atingem a alma como murros, como mordidas predadoras que me imobilizam. Como posso ser tão frágil? Como me permiti? 
As perguntas seguem avassaladoras. 
E eu conto os segundos para que minha respiração volte ao normal e a saraivada de palavras duras se esgote. Por favor, por favor. O que mais você quer de mim?


. . .


E depois de me estilhaçar, você muda o tom, fala uma dúzia de palavras doces para tentar amenizar. 
Como se esse tipo de buraco na alma fosse cicatrizado rapidamente, como com uma salmoura. 
O que cura um coração dilacerado?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Carta para Mãe Trip


A Revista Trip completou 25 anos de vida em Dezembro e, numa noite inspirada, todo o sentimento que cultivo por ela veio à tona e resultou nessa cartinha que gostaria de compartilhar aqui:

"Oi, pessoas!

Eu precisava escrever para vocês. Caso de necessidade mesmo. Sabe por quê? Porque o amor é lindo e merece ser declarado, declamado aos sete ventos. Preciso dizer o quanto amo essa constelação de corações abertos e mentes lúcidas operantes que produzem essa... coisa.(maravilhosa!) que é a Revista Trip.

Quando eu descobri a sua existência senti um alívio. Porque a Lívia sempre foi meio louca, sabe? Já ouvi comentários familiares do tipo: “a Lívia precisa arranjar alguém [namorado] mais normalzinho”. Pra contrabalancear, entendem? Hahaha, pois é, que dureza. O título de “louca” fica por conta das minhas idéias, de tudo o que busquei e fiz. E não por eu ser uma junkie, ou psicopata, ou algo que mereça de fato o título. Mas é justamente (que coisa!) por ser o inverso. De não se encaixar dentro dos padrõezinhos. Por, por exemplo, ignorar esse tipo de comentário, pois dentro de mim eu tenho um conceito bem diferente do que é ser louco e normal, ou feliz e infeliz. E não há tia na Terra que saiba o que é melhor para mim do que eu mesma.
E então eu me deparo com a Trip. E me reconheço. E sinto uma satisfação enorme por perceber que formadores de opinião compartilham de idéias iguais as minhas. A Trip é a mãe que ajuda e estimula, e não a que sufoca e reprime. Que me faz sentir acolhida e compreendida. Me motiva continuar no caminho que eu SINTO que é certo! E não porque impõe pra mim o que é certo ou errado. É a que me faz querer “voltar para casa” sempre. Eu me orgulho dela e tô sempre apresentando para meus amigos!

Tripulantes, vocês têm uma missão muito bela e honrada! Vocês são o alimento de pessoas como eu, que querem ser profissionais de luz (ou do bem/éticos), cidadãos buscando melhorar a si mesmos, dispostos a espalhar consciência, diminuir a intolerância e aumentar o respeito, buscando simplesmente criar um ambiente menos hostil e mais harmonioso para se con-viver. Por isso a Trip é mãe, e não pai. Por ser fértil, criadora, proliferadora.

Um abraço bem forte em cada célula desse SER que é a Trip.
Muito obrigada!

Da filha que te ama muito, 
Lívia."

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